Muitos empregados de bancos têm um seguro de vida em grupo vinculado ao contrato de trabalho, com cobertura para invalidez e outros eventos. Quando chega o momento de usar essa proteção, a surpresa é grande: a seguradora nega o pedido de indenização, muitas vezes com uma justificativa genérica ou difícil de entender.
Por que a seguradora costuma negar
Entre os argumentos mais comuns estão o de que a doença não se enquadra na cobertura contratada, o de que a invalidez não seria considerada total ou funcional nos termos da apólice e o de que o prazo para pedir a indenização já teria passado. Nenhum desses argumentos é definitivo. Em muitos casos, a negativa pode ser revista quando a apólice é analisada com atenção.
O que reunir antes de qualquer decisão
- Apólice, certificado do seguro e condições gerais, que mostram o que foi realmente contratado;
- Carta ou e-mail de negativa da seguradora, com a data em que você tomou ciência;
- Laudos, exames e relatórios médicos que comprovam a incapacidade;
- Comprovantes do pedido administrativo feito à seguradora, com protocolos.
Os prazos importam, mas não se resumem a uma data
O prazo para cobrar a indenização de uma seguradora costuma ser curto, e é comum que o segurado desista por achar que “já prescreveu”. A contagem, porém, tem regras próprias. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça entende que o pedido de pagamento feito à seguradora suspende o prazo até que o segurado seja comunicado da decisão. Por isso, a data do pedido administrativo e a da negativa fazem diferença.
Quando vale buscar a reversão
Vale procurar orientação quando a negativa não explica com clareza qual cláusula foi aplicada, quando há laudos que indicam incapacidade e quando a seguradora trata como parcial uma situação que o contrato descreve como total. Uma análise técnica do laudo e da apólice mostra se existe caminho administrativo ou judicial.
Cada caso depende dos documentos e das condições do contrato, e nenhum resultado pode ser prometido. O ponto principal é não aceitar a negativa como palavra final antes de entender o que está escrito na apólice.
Ainda com dúvidas? Fale agora com um especialista diretamente no WhatsApp:
Quero falar com um especialista